No entanto, a acessibilidade para pessoas surdas e com deficiência auditiva tem sido um dos pontos críticos desta edição. A empresa responsável pela interpretação em Libras, a Educa Libras, tem deixado a desejar, falhando em fornecer o suporte adequado nos principais shows do evento.
Ausência de Intérpretes nos Shows Principais
Desde o primeiro dia do festival, a presença de intérpretes de Libras tem sido quase inexistente nos shows mais aguardados. Na sexta-feira, não houve interpretação no telão nem durante as apresentações de Jão e Olivia Rodrigo, dois dos artistas mais esperados do dia. A ausência foi sentida pelo público surdo, que depende da tradução para acompanhar as letras e interações dos artistas no palco.
O problema persistiu no sábado, quando novamente os intérpretes não apareceram nos shows de Alanis Morissette e Shawn Mendes, sendo este o show principal do dia. A falta de acessibilidade gerou indignação entre os fãs que necessitam do recurso para aproveitar o festival plenamente.
Interpretação Deficiente e Visibilidade Comprometida
Em um dos poucos shows onde a interpretação foi disponibilizada, no caso do cantor Benson Boone, a experiência também foi frustrante. O espaço reservado para pessoas com deficiência (PCD) no palco Samsung apresentava uma visibilidade precária dos intérpretes. De acordo com relatos do público, somente aqueles que estavam muito próximos do palco conseguiam enxergar claramente a tradução em Libras, enquanto os demais tinham dificuldades para acompanhar a interpretação devido à má localização dos profissionais.
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