Em entrevista, Lucas Padilha destacou que a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e de equipes especializadas em acessibilidade, está diretamente envolvida no planejamento operacional da estrutura do evento.
“A prefeitura tem uma secretaria que cuida especificamente da diversidade de necessidades. Essa equipe participa da preparação operacional para garantir que todas as pessoas tenham uma boa experiência no evento”, afirmou Padilha.
Estrutura pensada para acessibilidade
Por se tratar de um evento em área de praia, um espaço naturalmente difícil para mobilidade, a organização prevê medidas para facilitar o acesso e a permanência de pessoas com deficiência física, sensorial e mobilidade reduzida. Segundo os organizadores, haverá áreas específicas para PCDs, planejamento de fluxos de circulação, equipes de apoio e protocolos de acolhimento.
A expectativa é que uma coletiva de imprensa específica apresente detalhes operacionais como segurança, limpeza, quantitativo de servidores e ações voltadas exclusivamente para acessibilidade.
Atenção especial a pessoas neurodivergentes
Outro ponto destacado foi o cuidado com pessoas neurodivergentes, como pessoas no espectro autista, que podem vivenciar grandes eventos de forma diferente, especialmente por conta de estímulos sonoros, visuais e pela superlotação.
Padilha citou experiências anteriores da cidade, como iniciativas culturais com mediação especializada e espaços de autorregulação sensorial, ressaltando que eventos de grande porte exigem adaptações contínuas:
“Nenhuma experiência é igual para todo mundo. Um show com milhões de pessoas impõe desafios, mas a gente aprende a cada ano e melhora os processos. Não existe nível perfeito, mas existe um compromisso nosso com a evolução.”
Aprendizado com edições anteriores
De acordo com a organização, a edição passada do Todo Mundo no Rio trouxe aprendizados importantes, inclusive sobre o controle de acesso às áreas reservadas para PCDs, evitando usos indevidos e garantindo que os espaços cumpram sua função social.
A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência acompanha todo o processo e atua para ajustar falhas, reforçar protocolos e ampliar o acesso à cultura para públicos historicamente excluídos.
Cultura acessível como compromisso público
Além da estrutura física, a gestão municipal reforça a importância da acessibilidade comunicacional e cultural, com ações como intérpretes de Libras, equipes treinadas para acolhimento e diálogo constante com organizações da sociedade civil.
“A cultura precisa ser acessível. Falar de acessibilidade não é só cumprir protocolo: é mudar mentalidade e garantir que todo mundo possa viver a experiência cultural plenamente”, concluiu Padilha.
Com isso, a expectativa é que o Todo Mundo no Rio se consolide como um dos grandes eventos populares do país com compromisso real com a inclusão, garantindo que fãs de Shakira, com ou sem deficiência, possam viver o espetáculo de forma digna, segura e acolhedora.



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