O primeiro dia do Lollapalooza Brasil 2026, realizado nesta sexta-feira (20), provou que a força do festival reside não apenas no peso do seu line-up, mas na estrutura montada para que todos possam curtir as apresentações com segurança e conforto.
Nos palcos, a sexta-feira entregou uma mistura potente de gêneros. A cantora pop Sabrina Carpenter foi a grande dona do Palco Budweiser, encerrando a noite com um show brilhante e repleto de hits. Já no Palco Samsung Galaxy, a banda Deftones entregou uma das performances mais memoráveis da edição para os fãs de rock pesado. O dia também foi marcado pela energia de Doechii, que impressionou com muita dança e rimas originais, e pela celebração da potente carreira da rapper brasileira Negra Li. Atrações como Interpol, Viagra Boys e Kygo mantiveram o público em transe até o último minuto.
Mas o grande destaque nos bastidores e nas pistas foi a experiência de quem vivenciou esses grandes shows sob a ótica da inclusão. Durante as apresentações de todos esses artistas, o evento contou com áreas PCD dedicadas e recursos operando a todo vapor.
Para garantir a imersão total do público com deficiência na vibração de Sabrina Carpenter e nas guitarras do Deftones, o festival disponibilizou profissionais de tradução em Libras e serviço de audiodescrição. Além disso, as plataformas PCD exclusivas, montadas em pontos estratégicos, garantiram uma visão elevada e privilegiada das estrelas da noite.
A logística para acompanhar essa maratona de apresentações também recebeu atenção especial. Como transitar pelo autódromo para ver shows em palcos diferentes exige grandes deslocamentos, a organização ofereceu vans gratuitas para transportar o público PCD, permitindo que os fãs não perdessem as performances. Equipamentos como o Kit Livre também puderam ser vistos garantindo a mobilidade e a autonomia da galera pelos gramados e ladeiras de Interlagos.
A infraestrutura do primeiro dia contou ainda com a Central PCD para identificação e empulseiramento prioritário logo na chegada, banheiros acessíveis e filas preferenciais. E, para quem precisava de uma pausa na intensidade e no volume sonoro do festival, a sala sensorial funcionou como um oásis, oferecendo um espaço de descompressão acolhedor porém o local como sempre não facilita a vida dos PCDs e por ter chovido no dia anterior estava com muita lama dificultando o acesso com kit livre pelo local.



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