Em coletiva de imprensa, organizadores, autoridades municipais e estaduais detalharam o planejamento da edição atual, que terá como atração principal Shakira, além de reforçar os impactos positivos do projeto para a economia, o turismo, a cultura e a imagem internacional da cidade.
Realizado pela produtora Bônus Track Entretenimento, o evento conta com apoio institucional da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, além de patrocínio de grandes marcas privadas. O modelo de parceria público-privada permite que o espetáculo seja oferecido gratuitamente à população, sem abrir mão de padrões técnicos de grandes turnês internacionais.
Copacabana como vitrine global da cultura pop
A edição atual do Todo Mundo no Rio reafirma a Praia de Copacabana como um dos maiores palcos a céu aberto do mundo. A produção promete repetir a fórmula que transformou os shows anteriores em eventos de repercussão global: estrutura de grande porte, telões de alta definição, operação integrada de segurança, logística especial de transporte e um plano de ordenamento urbano para receber milhões de pessoas.
A escolha de Shakira, segundo a organização, dialoga com o momento de protagonismo da cultura latina no cenário pop global. Além do alcance internacional da artista, a produção considera o vínculo afetivo com o público brasileiro e o potencial de projeção midiática para a cidade. O objetivo declarado é que o espetáculo seja uma experiência única, associando a imagem do Rio a grandes momentos da música mundial.
Histórico recente sustenta a ambição do projeto
O sucesso das edições anteriores funciona como principal argumento para a expansão do projeto. Os shows de Madonna e Lady Gaga, realizados em anos consecutivos, transformaram Copacabana em uma arena de alcance planetário, com milhões de pessoas reunidas na orla e audiência global impulsionada por transmissões televisivas e cobertura digital.
De acordo com dados apresentados durante a coletiva, as edições anteriores movimentaram centenas de milhões de reais na economia do Rio, com forte impacto na rede hoteleira, no setor de transporte, no comércio e na alimentação fora do lar. A ocupação de hotéis atingiu patamares próximos da lotação máxima no período dos shows, enquanto bares, restaurantes e serviços turísticos registraram aumento expressivo de demanda.
Esse histórico positivo fortalece a narrativa de que o projeto não é apenas um evento pontual, mas parte de uma estratégia contínua de posicionamento do Rio como capital global de grandes eventos culturais gratuitos.
Projeções econômicas e vantagens estratégicas para o estado
Representantes do setor de turismo e da gestão pública destacaram que o Todo Mundo no Rio cumpre um papel estratégico ao ampliar o calendário de grandes eventos fora da alta temporada tradicional. A previsibilidade do projeto permite que companhias aéreas, hotéis e operadoras de turismo estruturem pacotes e campanhas promocionais com meses de antecedência, ampliando o fluxo de visitantes nacionais e internacionais.
Além do impacto direto em consumo e geração de empregos temporários, o evento tem sido apontado como ferramenta de “soft power” cultural: ao circular imagens do Rio em telejornais, portais internacionais e redes sociais, a cidade reforça sua vocação turística e sua capacidade de receber eventos de grande porte com segurança e organização. Para o governo estadual, o projeto também contribui para reposicionar o Rio como destino atrativo no mercado latino-americano e global, em um momento de crescente competição entre cidades por grandes eventos culturais.
Rumores, vazamentos e a resposta oficial.
A organização aproveitou a coletiva para rebater especulações recorrentes que circulam nas redes sociais. Segundo os produtores, negociações com artistas internacionais são processos longos e sigilosos, o que abre espaço para boatos e “vazamentos” não confirmados. A recomendação ao público é clara: apenas anúncios feitos oficialmente pela produção devem ser considerados válidos.
Também foi negada qualquer interferência política na escolha das atrações. Autoridades municipais e estaduais afirmaram que o poder público não participa da curadoria artística e que a seleção dos nomes obedece a critérios de impacto cultural, disponibilidade e viabilidade técnica. A organização reforçou ainda que a data do evento segue um padrão planejado, alinhado à estratégia turística da cidade, afastando rumores de mudanças de última hora.
Acessibilidade em foco: lições aprendidas e ajustes prometidos
A pauta da acessibilidade ganhou destaque na coletiva. A produção reconheceu que, em edições anteriores, houve dificuldades pontuais no controle de acesso às áreas reservadas para pessoas com deficiência (PCDs), com registros de uso indevido por parte de pessoas sem direito ao espaço. Para a edição atual, os organizadores afirmaram que estão revendo o desenho das áreas acessíveis em parceria com os órgãos municipais responsáveis pela política de inclusão.
Entre as medidas anunciadas estão o reforço da fiscalização, a melhoria da sinalização, o redesenho de acessos e a ampliação do diálogo com entidades representativas de PCDs. O compromisso declarado é avançar na construção de um evento cada vez mais inclusivo, garantindo conforto, segurança e boa visibilidade para todos os públicos.
Um projeto de cidade que olha para o futuro
Ao consolidar o Todo Mundo no Rio como política cultural de longo prazo, o Rio de Janeiro passa a disputar espaço simbólico com as grandes capitais globais de entretenimento. Mais do que um megashow, o projeto se apresenta como ferramenta de desenvolvimento urbano, promoção internacional e democratização do acesso à cultura.
A expectativa para a edição atual é de mais um capítulo histórico na orla de Copacabana, com milhões de pessoas reunidas para celebrar a música em um dos cartões-postais mais icônicos do mundo. Se os anos anteriores provaram que o Rio tem capacidade de transformar shows em eventos globais, a nova edição reforça a mensagem: a cidade não apenas recebe o mundo, ela se coloca, cada vez mais, como um palco central da cultura pop internacional.


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