Se a sexta-feira foi o dia de aquecer os motores, o sábado (21) no Lollapalooza Brasil 2026 foi desenhado para testar os limites emocionais e físicos do público. Com um line-up que abraçou desde o pop teatral até os graves distorcidos da música eletrônica, o segundo dia de festival entregou uma verdadeira montanha-russa sonora. O portal MimooD esteve na pista e te conta como foram as principais apresentações.
A apoteose do novo pop O grande nome da noite no Palco Budweiser era um dos mais aguardados do ano: Chappell Roan. E ela não decepcionou. Entregando a teatralidade exuberante que a transformou em um fenômeno global, a cantora dominou a multidão com vocais impecáveis e uma presença de palco magnética. O show foi uma grande celebração de liberdade, com o público cantando cada verso a plenos pulmões, transformando o gramado em uma pista de dança e autoexpressão.
Mais cedo, no mesmo palco, Marina (anteriormente conhecida como Marina and the Diamonds) já havia preparado o terreno com sua elegância característica e vocais cristalinos, mostrando por que sua base de fãs brasileiros é uma das mais fiéis do mundo.
A emoção a flor da pele Houve espaço para a vulnerabilidade, e ela veio na voz rouca e potente de Lewis Capaldi. O escocês entregou um set emocionante, intercalando suas baladas dilacerantes com seu já conhecido humor autodepreciativo. Em um dos momentos mais bonitos do sábado, milhares de vozes se uniram para cantar junto com ele, criando aquele tipo de coro arrepiante que só os grandes festivais conseguem proporcionar.
Nostalgia pesada e a pista em chamas Se o Palco Budweiser era o domínio das vozes, o Palco Samsung Galaxy foi entregue aos graves. Os veteranos do Cypress Hill trouxeram a essência do hip-hop dos anos 90, fazendo a plateia balançar a cabeça com clássicos atemporais e um groove que parece não envelhecer.
Mas a catarse absoluta da noite estava reservada para Skrillex. O produtor transformou o espaço na maior rave de São Paulo, provando por que continua sendo um dos maiores nomes da música eletrônica. O setlist foi uma metralhadora de hits, graves pesados e mixagens imprevisíveis que não deixaram ninguém parado do primeiro ao último minuto.
A energia global Outro destaque absoluto do dia foi a invasão do K-Pop com o grupo RIIZE, que fechou o Palco Flying Fish. A coreografia milimétrica, o carisma dos integrantes (que até arriscaram interações em português) e a energia inesgotável provaram que a diversidade de gêneros é o grande trunfo da edição de 2026. Entre talentos nacionais como Agnes Nunes e os beats frenéticos do Palco Perry’s, o sábado foi a prova de que a música, em todas as suas vertentes, é a linguagem universal que move o Lollapalooza.


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