Sob a orientação estratégica da Professora Mariza Costa Almeida, Alice Gallez e Thiago Guimarães Peixoto, e com o suporte fundamental de uma rede de voluntários, os alunos percorreram uma trajetória intensiva de 5 dias. A jornada, encerrada em 28 de abril, transformou 40 horas de atividades práticas em uma resposta concreta aos desafios da neurodiversidade no ambiente profissional.
Durante o ciclo de aceleração, os participantes mergulharam em tópicos cruciais para o sucesso de qualquer startup: da estruturação de protótipos e gestão de finanças ao desenvolvimento rigoroso de projetos e à preparação para o desafiador pitch final.
m dos destaques do Demo Day foi o projeto SIAC 360 (Serviços Integrados de Acessibilidade Corporativa). O grupo apresentou um ecossistema de acessibilidade desenhado para enfrentar um dado alarmante: cerca de 85% dos adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil estão fora do mercado de trabalho.
O diferencial da apresentação começou pela forma como foi conduzida. Demonstrando que a teoria e a prática caminham juntas, o grupo utilizou recursos fundamentais:
Libras: Intérprete presente durante toda a apresentação do Grupo.
O Interprete Daniel Thorn Já conhecido no mundo da acessibilidade como o Divo da libras por seu trabalho impecável em grandes eventos como Rock in Rio e Lollapalooza e grandes shows do mercado.
Audiodescrição: O recurso que já existe a algum tempo em grandes eventos foi pensada de maneira mais primitiva para atender pequena demanda desenvolvido pela aluna de Biblioteconomia, Beatriz Bittencourt Silva.

Assentos preferenciais: Alguns acentos do auditório foram reservados e sinalizados para pessoas com deficiência

Um Modelo de Negócio para a Inclusão Real
O projeto foca na inserção e permanência de pessoas neurodivergentes no ambiente corporativo. A proposta da SIAC 360 é atuar em frentes estratégicas: Capacitação Atitudinal, Tecnologia Assistiva e Suporte Sensorial, Selo SIAC 360
Quem Faz Acontecer
A equipe multidisciplinar por trás da solução reflete o espírito colaborativo da UNIRIO:

Ricardo Gutman: Aluno de Engenharia de Produção e apresentador do projeto.
Beatriz Bittencourt Silva: Discente de Biblioteconomia, responsável por Acessibilidade e Tecnologia.

Letícia Krauss Provenzano: Doutoranda em Biblioteconomia e Analista de Pesquisa.

Franços Albert: Discente de Biblioteconomia e Analista Financeiro.
Ao propor que empresas contratem o serviço para transformar sua cultura organizacional, a SIAC 360 não apenas busca mitigar riscos jurídicos e multas da Lei de Cotas, mas também provar que a inclusão é um motor potente de produtividade e reputação no mercado atual.
Embora a SIAC 360 não tenha alcançado o pódio nesta edição, a presença do projeto reafirmou uma premissa fundamental: a acessibilidade não é apenas uma exigência técnica, mas um pilar de cidadania que deve ser permanentemente debatido em todos os espaços públicos e acadêmicos. Garantir que a inovação seja inclusiva desde a sua concepção é o que diferencia o progresso tecnológico da verdadeira evolução social.
A competição foi acirrada e os projetos vencedores também apresentaram soluções de altíssimo impacto para a sociedade:
SIS-Périgo: O grande destaque da edição foi este projeto voltado para a saúde pública, que visa prevenir evoluções graves e complicações no pé diabético. Por meio do monitoramento e diagnóstico precoce, o sistema busca reduzir drasticamente os riscos de ulcerações e amputações.
Balaio: Outro campeão que chamou a atenção foi este sistema de vendas inteligente projetado especificamente para o ambiente universitário. O projeto visa organizar e potencializar a economia interna das instituições, facilitando a troca de produtos e serviços entre os próprios estudantes.
A IV Olimpíada de Inovação da UNIRIO encerra este ciclo provando que a universidade continua sendo o berço de soluções que transformam realidades, seja na saúde, na economia compartilhada ou na inclusão corporativa de pessoas neurodivergentes.


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