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Doce Maravilha: Quando o Rock Se Torna Doce e a Inclusão Vira Protagonista

O Rio de Janeiro sempre foi o palco de encontros improváveis, mas o festival Doce Maravilha elevou essa premissa a um novo patamar de sofisticação e nostalgia.

Bia Por Bia
14 de maio de 2026
in Músicas
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Doce Maravilha: Quando o Rock Se Torna Doce e a Inclusão Vira Protagonista

Imagem: Reprodução

 Em sua última edição, o evento provou que o “doce” do nome não remete apenas à leveza da MPB, mas também à suavidade de uma organização que busca acolher a todos. Mas a pergunta que ecoa nos corredores da Gávea é: o rock também pode ser doce? Na noite de abertura, a resposta é um sonoro e distorcido “sim”.

A Noite Doce: O Reencontro das Tribos

A chamada “Noite Doce” o pontapé inicial do festival  que acontece dia 7 de agosyo transforma o Jockey Club Brasileiro em um reduto do emocore e do hardcore melódico dos anos 2000. Com shows exclusivos de bandas que moldaram uma geração, com a Banda Fresno, Raimundos, Dibob entre outras supressas que a noite reserva.

Por que essa noite é especial? Diferente dos dias subsequentes, que mergulham fundo na MPB clássica e no samba, a abertura foca na energia do coletivo. É uma noite de “feats” e de celebração da sobrevivência do rock nacional, provando que, no cenário atual, o gênero continua relevante, inclusivo e, acima de tudo, capaz de emocionar grandes multidões.

Acessibilidade: O Festival é Para Todos?

Mas além dos acordes, o que realmente define a maturidade de um festival hoje é a sua capacidade de ser inclusivo. Historicamente, grandes eventos no Rio enfrentam o desafio de terrenos irregulares, mas o Doce Maravilha tem se destacado por uma infraestrutura de acessibilidade que busca mitigar os erros do passado.

Segundo a organização, o projeto de acessibilidade foi pensado desde a planta:

  • Espaços PCD com Visibilidade: As plataformas do Doce Maravilha foram estrategicamente posicionadas para garantir que cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida não percam um frame sequer dos encontros inéditos no palco.

  • Tradução em Libras: O festival manteve a tradição de intérpretes de Libras nos telões, garantindo que a poesia de artistas como Jorge Ben Jor e Maria Bethânia chegue a todos os corações.

  • Infraestrutura no Jockey: O uso de rampas de acesso e banheiros adaptados tem sido elogiado, embora o desafio de transitar em grandes gramados após chuvas — um trauma da edição de 2023 na Marina da Glória — ainda seja um ponto de atenção constante da curadoria para garantir que o solo do Jockey permaneça firme sob qualquer clima.

O Veredito do MimooD

O Doce Maravilha não é apenas um festival de música; é uma curadoria de experiências. Ao unir o rock vibrante  à celebração da música brasileira, o evento mostra que a diversidade é o seu maior trunfo.

Se a “Noite Doce” entrega o peso que os fãs de rock esperam, a infraestrutura entrega o respeito que o público merece.

Bia

Bia

Beatriz Bittencourt é entusiasta do universo nerd e da cultura pop, dedicando-se a promover acessibilidade e inclusão nesses espaços. Com experiências pessoais marcadas pela , neuropatia e insuficiência renal, Beatriz busca harmonizar suas paixões com iniciativas que tornem o entretenimento mais acessível para todos.

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