O riso confirmou-se como o protagonista absoluto na noite do último sábado, 31 de janeiro, quando o Qualistage recebeu a segunda sessão da edição de 2026 do festival “Humor Contra-Ataca”. Mais do que transformar a arena da Barra da Tijuca num templo do stand-up.
A noite foi encabeçada pelo pernambucano Rodrigo Marques, que apresentou o seu sexto espetáculo a solo, “História de Pescador”. Vencedor do Prémio PRIO do Humor 2025 para Melhor Texto, Marques utilizou a infraestrutura de grande porte para magnificar o seu timing cómico.
Acessibilidade: Um Compromisso Visível
Se o palco brilhava com som e iluminação de superprodução, a plateia e as áreas comuns brilhavam pelo respeito à diversidade. O festival “Humor Contra-Ataca” levou a sério a premissa de “acessibilidade plena”.
Quem chegou ao local encontrou uma estrutura pensada ao detalhe: rampas de acesso bem posicionadas facilitaram a locomoção de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, garantindo autonomia desde a entrada. Na bilheteira, a inclusão continuava com guichês de compra reservados e adaptados, eliminando barreiras no atendimento.
Dentro da sala de espetáculos, a democratização do riso foi garantida pela presença de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais), que traduziram em tempo real as nuances e o ritmo frenético das piadas de Marques e Chicó. Esta medida não só integrou a comunidade surda, como reforçou que o humor é uma linguagem universal que não deve ter fronteiras físicas ou sensoriais.
Humor que Quebra Tabus
A abertura da noite ficou a cargo de Júnior Chicó. O comediante, conhecido pela sua participação no “Drag Race Brasil”, aqueceu a plateia com um texto que desarma preconceitos. A sua performance, leve e afetiva sobre a vivência de um homem gay no Brasil, encontrou eco perfeito num ambiente preparado para acolher a todos.
Um Calendário de Gigantes
O sucesso desta noite serviu de aperitivo para a restante programação do “Humor Contra-Ataca”, que continuará a trazer ao Rio nomes como Tom Cavalcante, Os Melhores do Mundo e Rafael Portugal.
Com bilhetes a preços acessíveis e uma infraestrutura que serve de exemplo, o festival reafirma o compromisso de democratizar o acesso à cultura. Para quem esteve presente no Qualistage a 31 de janeiro, ficou a certeza de que a verdadeira “retomada das grandes gargalhadas” só é completa quando todos, sem exceção, são convidados a rir.






Discussion about this post