Em sua última edição, o evento provou que o “doce” do nome não remete apenas à leveza da MPB, mas também à suavidade de uma organização que busca acolher a todos. Mas a pergunta que ecoa nos corredores da Gávea é: o rock também pode ser doce? Na noite de abertura, a resposta é um sonoro e distorcido “sim”.
A Noite Doce: O Reencontro das Tribos
A chamada “Noite Doce” o pontapé inicial do festival que acontece dia 7 de agosyo transforma o Jockey Club Brasileiro em um reduto do emocore e do hardcore melódico dos anos 2000. Com shows exclusivos de bandas que moldaram uma geração, com a Banda Fresno, Raimundos, Dibob entre outras supressas que a noite reserva.
Por que essa noite é especial? Diferente dos dias subsequentes, que mergulham fundo na MPB clássica e no samba, a abertura foca na energia do coletivo. É uma noite de “feats” e de celebração da sobrevivência do rock nacional, provando que, no cenário atual, o gênero continua relevante, inclusivo e, acima de tudo, capaz de emocionar grandes multidões.
Acessibilidade: O Festival é Para Todos?
Mas além dos acordes, o que realmente define a maturidade de um festival hoje é a sua capacidade de ser inclusivo. Historicamente, grandes eventos no Rio enfrentam o desafio de terrenos irregulares, mas o Doce Maravilha tem se destacado por uma infraestrutura de acessibilidade que busca mitigar os erros do passado.
Segundo a organização, o projeto de acessibilidade foi pensado desde a planta:
Espaços PCD com Visibilidade: As plataformas do Doce Maravilha foram estrategicamente posicionadas para garantir que cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida não percam um frame sequer dos encontros inéditos no palco.
Tradução em Libras: O festival manteve a tradição de intérpretes de Libras nos telões, garantindo que a poesia de artistas como Jorge Ben Jor e Maria Bethânia chegue a todos os corações.
Infraestrutura no Jockey: O uso de rampas de acesso e banheiros adaptados tem sido elogiado, embora o desafio de transitar em grandes gramados após chuvas — um trauma da edição de 2023 na Marina da Glória — ainda seja um ponto de atenção constante da curadoria para garantir que o solo do Jockey permaneça firme sob qualquer clima.
O Veredito do MimooD
O Doce Maravilha não é apenas um festival de música; é uma curadoria de experiências. Ao unir o rock vibrante à celebração da música brasileira, o evento mostra que a diversidade é o seu maior trunfo.
Se a “Noite Doce” entrega o peso que os fãs de rock esperam, a infraestrutura entrega o respeito que o público merece.




