Por: Nathan Moura – Smashbros.tv
Em 1995 chegava aos cinemas Mortal Kombat: O Filme, o primeiro e talvez o mais importante para essa marca nos cinemas. O longa dirigido por Paul W. S. Anderson foi um marco nos anos 90 e rapidamente caiu nas graças dos fãs. Por mais datado que seja assisti-lo hoje, o entretenimento e a diversão são garantidos.
Após isso, tivemos dois erros catastróficos nos cinemas referentes a essa franquia: Mortal Kombat: Aniquilação (1997) e Mortal Kombat (2021). Filmes com histórias desastrosas e um visual nada emblemático ou marcante como o primeiro longa de 95. Ambos trazem uma narrativa morna e até mesmo entediante em vários momentos.
O medo referente a Mortal Kombat 2 era eminente e até compreensível, já que os fãs estavam aflitos com aquilo que viram nos cinemas nos últimos tempos. Esse filme vinha com o dever e o peso de trazer de volta a alma da franquia, visto que o longa de 2021 não foi bem recebido pelos fãs, diferente do clássico de 95.
Surpreendentemente, ele consegue.
O filme não dá tempo para nós, espectadores, respirarmos. Rapidamente somos jogados para dentro da trama pela perspectiva de Johnny Cage, interpretado brilhantemente por Karl Urban. É impressionante como o personagem, assim como nos games, nos conquista facilmente por ser quem é. Claro, o toque especial dado por Karl Urban foi essencial para que o entendimento do personagem não fosse algo raso, mas sim consistente.
Em meio a tudo isso, temos muita ação. O torneio rapidamente acontece, ao contrário do filme de 2021. Temos um CGI muito bem feito, efeitos gráficos agradáveis e lutas maravilhosas, com coreografias que são um prato cheio para quem adora filmes de ação, ainda mais dentro da estética clássica dos anos 80 e 90. Johnny é esse ator falido, esquecido por Hollywood, não sendo mais relevante o suficiente para o mundo, mas, para o torneio Mortal Kombat, ele é essencial.
Não vamos nos aprofundar muito no torneio. Afinal, meu intuito é que você assista ao filme. Se eu tivesse que destacar outro personagem, seria Kitana. Ela é quase a nossa segunda protagonista neste longa. Vivida por Adeline Rudolph, acompanhamos a personagem em sua busca por vingança, que se tornou o seu propósito de vida. Assim como nos games, ela deseja se vingar de Shao Kahn, interpretado por Martyn Ford, pelo que foi feito com seu pai. Isso dá um toque a mais e torna o filme algo além de apenas lutas e mortes chocantes que amamos ver. Em vez de parecer algo simplesmente jogado, tudo se torna parte essencial da construção da personagem.
Shao Kahn, inclusive, é o grande vilão deste filme, trazendo imponência, medo e brutalidade. Existe uma certeza: quando estiver em tela, sangue será derramado.
No mais, o filme nos prende em suas subtramas com personagens cativantes e o retorno de personagens que amamos daquele falho primeiro filme. Como, por exemplo, Scorpion (Hiroyuki Sanada), Liu Kang (Ludi Lin), Sub-Zero, ou melhor, Noob Saibot (Joe Taslim), Kano (Josh Lawson), entre outros.
Dirigido de forma empolgante por Simon McQuoid e escrito de maneira competente por Jeremy Slater, o filme nos entrega o espetáculo brutal que sempre pedimos dessa franquia nos cinemas.



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